domingo, dezembro 20, 2009

Excepções à regra 1

A vida é uma constante mutação. Transformamo-nos a pouco e pouco. Às vezes o processo é tão lento e natural que nem nos damos conta. Não requer qualquer esforço, apenas acontece. Só mais tarde nos apercebemos o quanto tudo está diferente. Mas outras vezes, a mudança é repentina, inesperada ou talvez maior do que o que esperávamos. Há momentos em que sentimos dificuldade em encará-la. Que nos sentimos até fora do nosso mundo, e o objectivo é a adaptação.
O ser humano vive numa constante adaptação. Tudo que este quer é integrar-se,é dar-se bem no seu circulo, no seu meio. Como já referi, há adaptações que não pedem esforço mas há momentos em que nos são pedidas estratégias. E são as atitudes que fazem a diferença. Tudo se resume às atitudes que cada um resolve tomar. A sociedade mais parece um tribunal. Todos os nossos passos são passiveis de julgamento. Ou temos cuidado, ou sofremos as consequências. E se queremos ser bem aceites no nosso meio, então devemos fazer as coisas certas. E quais são as coisas certas? Por muito que falem, os passos a dar não estão escritos em manuais. Viver não é uma receita de culinária. O que nos resta? Esteriótipos e padrões culturais! Tomamos como exemplo o comportamento que as massas adoptam. Assim esperam que ajamos.
Quando esses modelos diferem da nossa essência deparamo-nos com um dilema. Qual o caminho certo? Ser diferente porque o somos, ou ser igual porque o são? Para dificultar um pouco temos o problema da adaptação. Que caminho escolher se queremos ser bem aceites? A escolha difere de pessoa para pessoa.
Vou centrar-me na minha preferida: na diferença. Então escolho dizer não! Escolho dizer não quero isto, não vou por aí. O que me acontece? A não ser que encontre bom senso sou apontada. Posso mesmo ser gozada. Onde fica a minha adaptação? No isolamento! E era este o objectivo inicial? Não! então qual é a solução? Ser como as massas? E o que farão os outros em relação a mim? Dependendo da sua escolha, muitos deles farão o que as massas fizerem.
Mas afinal quem começa? Se há comportamentos padronizados, alguém teve de ser o primeiro a tê-los. E esse alguém teve de ser diferente.
Então o que é que leva umas diferenças a serem aceites e integradas no socialmente aceitável e esperado e outras a serem apontadas. Pergunto: quais são os requisitos que a minha diferença tem de cumprir?
Darwin não podia estar mais certo. Neste mundo sobrevivem os mais fortes! O mais forte é quem consegue fazer valer a sua...Uns ficam pelo caminho...Outros conformam-se...E depois há aqueles que muitos querem ser, eu inclusive:Os precursores de novos padrões!

1 comentário:

CG disse...

E fazes tu muito bem!
Também optei por ser eu mesma, independentemente de isso ser bom ou mau aos olhos dos outros.
Não quero ser igual aos outros, mesmo que isso signifique ser diferente.
Big Kisses