sexta-feira, abril 24, 2009

Conflito de gerações

Não é só a idade que nos separa dos nossos pais. Há também um conjunto de ideais, crenças, hábitos, gostos e objectivos que fortalecem uma barreira que se impõe. Esta deveria ser ultrapassada com comunicação, mas nem sempre é possível. Nem sempre conseguimos ouvir e fazer-nos ouvir.
Dão-nos a vida, acompanham o nosso crescimento, transmitem-nos valores e educam-nos...Somos deles. Mas há um dia em que passamos a ser do mundo, o mundo que ansiamos. Não somos sua propriedade, temos uma personalidade!
Eles querem nos proteger. Querem para nós, a paz e estabilidade vivida até então. Querem nos fazer passar as suas aprendizagens. Aquelas que foram resultado das suas vivências, das suas situações. Esquecem-se que estamos sedentos de viver. Queremos passar pelas nossas situações, tirar as nossas próprias conclusões. Os sonhos de meros adolescentes tornam-se numa realidade a alcançar. Transformam-se em batalhas das quais não desistimos de lutar. Não nos prendam, não nos amordacem. Deixem-nos descobrir novos tesouros. Deixem-nos recolher ensinamentos pelas nossas próprias mãos. Deixem-nos voar. Ansiamos liberdade. Sonhamos caminhar por esse mundo desconhecido e escolher o nosso lugar.
Só nos queremos tornar nós próprios por nós mesmos!
Defendem o que passou; um conjunto de memórias que fazem deles o que são, das quais se orgulham. Mostram-se pouco receptivos ao que há de vir, ao que queremos trazer. Deixem-nos, também, ter orgulho.
Somos um novo movimento, uma nova geração. Queremos, também, pincelar o quadro da sociedade, mas com outras cores. Queremos dar vida ao que entra em decadência, renovar o que envelhece, marcando pela diferença.
Ouçam-nos! Não nos vamos calar!

2 comentários:

CG disse...

Eles apenas o fazem porque se preocupam. Claro que não nos devem reprimir e devem sempre ouvir aquilo que temos a dizer.
O diálogo é sempre a melhor solução.
Big Kisses

Xuxy disse...

Eles têm sempre as melhores intenções, mas ás vezes o que eles acham que é melhor para nós nem sempre o é!