segunda-feira, agosto 23, 2010

Carta a "Bela do Futuro"

Querida Bela do Futuro:
Neste momento, a pessoa que tu és, é para mim uma incógnita. Idealizei-te, é certo! Mas sei que te vais revelar uma surpresa.
Escrevo-te esta carta para te fazer um pedido muito sentido. Faz com que toda a luta, todos os obstáculos que se cruzam comigo, todas as lágrimas, desilusões e frustrações valham a pena. Se passo pelo que passo é certamente com a esperança de te tornar num ser maduro e feliz. Quero muito que o meu esforço dê frutos.
Estou repleta de nódoas negras. Vivo a minha vida a tropeçar, a cair e a magoar-me. Mas estas quedas constantes devem servir para eu aprender. Não deverão ser em vão. E gostava que não te esquecesses dos erros que cometi. Gostava que te lembrasses de mim e não me repetisses em certos aspectos.
Recorda-te do nosso passado, daquela força, daquela garra, daquela vitória...É assim que te quero, ou melhor de preferência. Não voltes a cair nestes buracos que se sucedem no meu caminho. Desvia-te ou então passa por cima.
Quero que realizes os meus sonhos, e melhor ainda, os teus. Quero-te com sucesso. Quero que dês sentido a tudo o que estou a viver neste momento.
Sorri, vê o que tens e conquistaste. Vê o percurso que fizeste e tudo o que conseguiste por ti própria. Estas palavras vão certamente fazer sentido. Quero muito acreditar que sim.
Bela do Futuro, no dia em que leres esta carta diz-me algo...Escreve-me também. Dá-me as respostas que procuro. Elas serão lidas...

Um grande beijinho
Bela do Passado

sexta-feira, agosto 20, 2010

Hoje pousei num jardim...

Há dias em que a escuridão preenche a nossa visão, as nossas emoções, as nossas palavras. Olhamos o chão em cada passo. A nossa cabeça lateja em cada pensamento. Estes são os tais dias em que quase não vale a pena sair da cama. São dias que nos fazem ansiar um novo amanhecer.
Hoje foi um desses dias para mim. No entanto, consegui ver o sol mesmo quando tinha anoitecido.

Mesmo quando tudo parecia estar errado, mesmo quando o meu humor e disposição não eram os melhores, dei-me a oportunidade de ser brindada pela companhia de uma amiga. Tinha a noção que eu não era a melhor companhia, hoje, mas arrisquei. E às vezes é preciso arriscar para ganhar. No meu caso, ganhei o dia. Como por magia, a minha escuridão foi absorvida pela luz emanada pela minha amiga. De um momento para o outro deixei de olhar o chão, atrevi-me a esboçar um sorriso. A pessoa que se encontrava à minha frente conseguiu tudo isso apenas pela sua presença e postura.

Hoje pousei num jardim! Um dia, serão as borboletas a pousar em mim!

I want to be forever young!

Hoje acordei, olhei para o telemóvel e vi a data. Data...um conjunto de números separados por tracinhos que organiza e marca os dias. Data que me assustou. E porquê? Primeiro porque Agosto está de facto a aproximar-se do fim e eu quase nem o senti começar. Em segundo, tomei consciência que só tenho mais meio ano para ser "teen". Bem, isto só no bilhete de identidade pois continuarei a sê-lo certamente. Não sinto a idade que tenho, não dei pelos anos a passar.
Até aos 18 anos queria parecer mais velha. Agora...Podia parar nos 18!
Mas já conto 19 e meio e o tempo não vai parar...

quinta-feira, agosto 19, 2010

Vontades...1

Queria ganhar coragem para fazer erasmus...!

domingo, agosto 15, 2010

Carta a P...

P...

Cruzamo-nos todos os dias com uma multiplicidade e diversidade de pessoas. Partilhamos experiências, trocamos pontos de vista... Umas pessoas vão; outras ficam por cá, mas todas dão o seu contributo na construção da nossa personalidade e visão do mundo.

Cada um tem a sua identidade, goza da sua individualidade mas, naturalmente, conhece pessoas com as quais se identifica mais. E de longe se vê, e tão facilmente se apercebe o quanto me identifico contigo; o quanto idolatro a tua forma única de ser...Sim única...Segui muitos dos teus passos tendo em conta o teu sucesso. Moldei muitas das minhas ideias tendo em conta a tua opinião. Ao longo dos anos ouvi-te, dei-te a maior das credibilidades. Estou certa que se tu não pertencesses à minha vida, não era nada do que sou. Cheguei mesmo a dizer "um dia quero ser como ele!"
Muito recentemente me apercebi de algo que logo não compreendi. Tens ideias e pontos de vista incompatíveis com os meus. Apesar da nossa semelhança criada por mim própria, somos diferentes. Tal como tu, eu tenho uma individualidade e a nossa visão pode divergir.
Sabes que achava muito bom identificar-me contigo? Agora acho excelente não ser uma cópia de ti.
Tu sabes a importância que tem a tua opinião, até porque ta vou pedindo frequentemente. Mas agora tenho a capacidade de não a transformar numa verdade absoluta. Não é por isso que deixaste de ser importante, muito pelo contrário...
E tenho pena de conseguir expressar o que sinto com relativa facilidade excepto contigo...Eu nunca te disse mas sei que tu sabes, sei que as palavras são desnecessárias. No entanto, se estas existem para alguma coisa é. Tenho também pena de não te dizer pessoalmente mas acredita...És o melhor padrinho que alguém pode ter...

De volta...

De volta, sim! Sinto que devo regressar. Não é um regresso ao passado, ao que já não existe. É, sim, um regresso ao que me acompanha com o passar do tempo...A única coisa que nos acompanha...
É um regresso sim; Um regresso sentido e necessário; Um regresso a algo que nunca se devia ter distanciado.
É o regresso a mim própria!
De volta, caminho com os meus pés; sigo os meus próprios passos; vejo o mundo através dos meus olhos...
E assim o faço, ou pelo menos tento, pois é o certo. É a única atitude que me dá segurança quando tudo parece errado, quando parece que o mundo gira ao contrário. Porque nós próprios somos a nossa única certeza. Porque connosco contamos sempre.
Não devemos fugir de algo tão certo, não nos devemos perder desta maneira.
O mundo é vasto, é imenso! Somos tão pequenos em relação à sua grandeza. Perante isto, pedimos e procuramos incessantemente o nosso lugar, o nosso espacinho. Lutamos para conquistá-lo, desgastando muitas das nossas forças. Mas, esquecemo-nos de um lugar que temos já conquistado sem esforço. Temos lugar em nós próprios sempre. O nosso lugar é onde nos encontramos, não só fisicamente mas também emocionalmente. Nosso corpo deverá residir onde habita nosso coração.
É por isso, que no meio desta desorientação que invade o meu espririto, desta dúvida e medo persistente que me acompanha, regresso.
Vou voltar a mim própria! Vou viver as minhas dúvidas e inquietações através da minha única certeza: Eu própria!

domingo, julho 25, 2010

Desorientação

Nem dá para crer que acabou. Todos os momentos, todos os sorrisos, todas as partilhas...O troféu do meu querer. Mais uma vez, começo de novo. Desejo desejar como outrora. Desejo acreditar que é possível. Desejo lutar e vencer... Mas não sei o que me espera. Tantos anos de certezas resultaram num desespero de duvidas. Sinto-me a percorrer um deserto.
Visto-me apenas de memórias. Eu já venci. Porque não vencer de novo?
Desorientação! Desorientação me impede de seguir em frente. Não há mapas mentais, não há rotina, não há um lar. Vivo no mundo e voo com o tempo. Só me posso agarrar à esperança de vencer de novo, de conseguir outro troféu. Esperança...

quinta-feira, julho 22, 2010

Páro e penso!

Todos nós já nos deparamos com momentos de reflexão. Nem que só se despertem na hora de tomar uma decisão, já demos por nós a "parar e pensar". E hoje paro e penso. Recordo os momentos da minha existência e sim, sei quais foram os importantes; Eventos marcantes, momentos que determinaram uma ruptura, as pausas de maior alegria, as lágrimas mais sentidas... Recordamos vivências que pelo seu significado ficaram por cá...
Outras...São certamente recalcadas. Ninguém se lembra de tudo o que viveu. Mas até que ponto momentos insignificantes determinaram a nossa presença, a nossa atitude, o que somos hoje?
Efectuar uma escolha é uma constante. E se tivéssemos, em certo momento, escolhido o caminho da esquerda em vez de seguir em frente? Seriamos o que somos? E se eu nao existisse, serias o que és?
As nossas vivências não se retêm só na memória a longo prazo. Permanecem em toda a nossa essência. Determinam-nos!
Nada é insignificante! Uma palavra muda uma vida! Um gesto muda uma visão! Nós próprios mudamos o mundo!

segunda-feira, maio 10, 2010

Borrões de tinta

Borrões de tinta no papel
são sinal de relutância.
As cores que ao mundo se pinta
são de fel,
são as cores da arrogância.

Não passam de borrões
que simbolizam furacões,
atravessando a nossa existência.
Palavras são turbilhões
que confundem a nossa essência.

Teorias! Belas teorias!
Escritas por quem nos guia.
Não passam de ideologias,
concretizaveis num mundo de fantasia.

Porque o real é bem diferente
e assim a gente sente
que no fundo alguém nos mente!

E por fim desconfiamos
até de quem nos quer bem.
Em promessas não acreditamos,
nem em quem as convém.

sábado, maio 08, 2010

Somos mentira

A mentira torna-se verdade,
quando nela acreditamos.
Assim temos liberdade
e em paz nos juntamos.
Longe da vista, longe do coração,
assim me encantas,
assim me encho de paixão.
Dessa forma nunca me espantas
mas não te chego a conhecer.
És apenas aquilo que crio.
És o que eu própria conceber.
Não somos o que achamos,
somos o que o outro crê!
Assim somos quem nos transformamos,
aos olhos de quem nos vê!

segunda-feira, abril 26, 2010

Estou certa de que duvido...

Caminho pela incerteza. A duvida é a minha companhia e só disto estou certa. Não sei o que sou nem para onde vou. Talvez saiba para onde gostaria de ir...Mas mesmo isso continua a ser assombrado pelo "talvez".
Deparo-me frequentemente com um turbilhão de medos. Será falta de coragem? Seria se não os enfrentasse... Mas acontece que os carrego. São uma bagagem no meu caminho dúbio. A ausência de coragem estará provavelmente em não admitir que estamos errados, em não admitir que afinal não estamos certos, ou que temos medo de não o estar. Porque a arrogância é inimiga, porque o orgulho só nos quer mal...E nós continuamos a dar-lhes força para nos destruir...Lentamente...
Ficamos nós com esta marca que nos pesa. Somos um corpo carregado de duvidas mascarado de certezas, e no fim...A solidão atravessa-me como uma espada que fere o coração. À minha volta só vejo fantasmas. Cada passo é assombrção. E a questão que se coloca... É vital ou é em vão? Será a duvida real e a certeza mera ilusão? Chamam-me louca. Não será loucura acreditar que estamos certos? Acreditar que o natural é ser normal com a ceretza de que o somos?
Eles são os loucos!

domingo, janeiro 17, 2010

Custa!


Custa! Se custa! Nadar contra a corrente, fazer uma força contrária à natural.
Custa! Se custa! Quando caminhamos em frente e uma rajada de vento nos atira para trás.
Custa! Se custa! Saber que o percurso é demasiado tortuoso. Saber que as armadilhas que nos esperam são tantas.
Custa! Se custa! Fazer um esforço podendo este ser em vão. Saber que tudo o que fizemos e faremos poderá não dar frutos.
E se é custoso porque continuamos? Sendo o único incentivo uma luzinha dourada que poderá não passar de uma miragem?

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Estranheza incomoda

Nem sei para que escrevo isto. Na verdade não quero de todo que alguém leia. Apenas escrevo porque sinto necessidade. Estamos naquela fantástica, maravilhosa, famosa "Época de Exames". Logicamente eu deveria estar enterrada em livros, fotocópias e afins, tendo como único objectivo safar-me nos exames. Mas não estou...Em vez disso estou para aqui a escrever não sei muito bem o quê e passei o dia a ler "O Diário da Princesa". No meu secundário, em épocas de testes, qualquer livro que nada tivesse a ver com estudos estava proibido. Tanto que se por acaso pegasse nem, era de imediato assombrada com um grande peso na consciência. E sabem que mais? Quem me dera voltar a sentir esse peso. Aliás, quem me dera voltar a ter consciência.
Eu tento, juro que tento estudar. Mas não consigo. É que isto podia ser apenas "preguicite". Também o é com certeza, mas não só. Na verdade, quando ganho coragem, amarro-me a uma cadeira e abro os cadernos, sinto qualquer coisa de esquisito. Ao fim de pouco tempo estou exausta. tipo, o esforço não devia ser assim tão grande...Eu devia gostar daquilo, afinal de contas trata-se da minha vida. Mas só de pensar que vou ter de estudar aquelas coisas todas nos próximos anos sinto-me cansada. E se penso que vou gramar aquilo o resto da minha vida, fico desesperada. E é estranho!EU DEVIA AMAR AQUILO!!!! Eu sempre gostei daquilo. Mas sinto algo de errado. Não penso que não goste, não penso que não queira. Apenas penso que há peças que não encaixam. E se ao menos soubesse quais são...Poderia corrigir o erro. Mas desta vez eu não sei o que há de errado. Apenas sinto um aperto esquisito no peito e uma desmotivação um tanto ou quanto suspeita...
Que seja só "preguicite" para bem de mim!!!!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Em busca do tudo...

Estava numa daquelas noites insones e agitadas, em que aguento uma mente cheia de nada, quando resolvi olhar pela escuridão. Senti vazio, um monte de nada se cruzava no meu olhar. Olhava em frente e nada via. Olhava o lado e nada tinha. Como me via tão inquieta se um nada me envolvia? Então percebi que o nada é o bastante. É o bastante para me encher de interrogações e inquietações. Se ali estava o nada, onde estaria o tudo? Aquele nada deixava o clima frio. Assombrava-me a cada momento. Mexia-me e remexia-me, desejando libertar-me do vazio. Foi então que resolvi procurar o tudo...

Levantei-me e procurei algo que cobrisse a falta que sentia. A ausência de iluminação impedia o encontro de uma saída. Andei Às voltas pelo quarto negro. Caía no negrume. Levantava-me mas de nada valia. É que por muito que caminhemos, se apenas seguirmos escuridão, não encontraremos claridade.

Decidi mudar de estratégia. Liguei um candeeiro e aí vi o que me rodeava: paredes. Limites à minha existência. Se antes sentia a minha visão limitada, agora era o meu corpo, o meu ser. Não iria preencher o vazio se estivesse enclausurada. Tinha de procurar a luz. A luz livre!

Caminhei lentamente até à janela.Tinha a esperança de, no outro lado, encontrar o que procurava. Abri e observei cautelosamente o silêncio do mundo. Parecia estar sozinha. Não se via vivalma. Tinha a certeza que o tudo estaria por ali...Mas onde? Continuava sem saber...

A luminosidade resultante dos candeeiros de rua já permitia o vislumbrar de todo um mundo a descobrir. No entanto, era artificial, era forçada. Naquela noite tinha decidido encher-me de sentido...Não queria encher-me à força...De vazio estava eu repleta!

Olhei para cima e aí vi. Vi algo que nem a mais elaborada estratégia humana pode alcançar. Vi algo que nenhuma luz artificial pode eclipsar. Vi algo tão natural e espontâneo, algo tão certo e cheio de sentido. A verdadeira luz da noite é aquela que vem da verdade e não falha. É aquela que não finge brilhar, brilha! É simples e a qual poucos ligam...Talvez os loucos...Ah como me quis encher de loucura naquele momento!

-Estrelas, como brilhais tanto? Parecem tão cheias de um tudo!

Pareceu-me ouvi-las falar enquanto dançavam na escuridão:

-Tudo o que precisamos é da nossa luz para brilhar.

Elas transformaram a escuridão numa festa e numa esperança. Apenas precisavam do seu brilho.

Regressei à cama. O quarto continuava negro como antes. Mas algo estava diferente. O vazio já lá não residia. Sabia que eu estava lá e era o que bastava.

Nessa noite sonhei que era também uma estrela brilhando intensamente no céu. De lá podia ver todo um mundo que era um tudo. Já não era eu a precisar de um tudo mas sim um tudo a precisar de mim. Era mais do que tudo! Dançava como as outras, naturalmente e tudo estava certo.

Desde aí que passei a ver a noite com outros olhos...

domingo, dezembro 20, 2009

Excepções à regra 1

A vida é uma constante mutação. Transformamo-nos a pouco e pouco. Às vezes o processo é tão lento e natural que nem nos damos conta. Não requer qualquer esforço, apenas acontece. Só mais tarde nos apercebemos o quanto tudo está diferente. Mas outras vezes, a mudança é repentina, inesperada ou talvez maior do que o que esperávamos. Há momentos em que sentimos dificuldade em encará-la. Que nos sentimos até fora do nosso mundo, e o objectivo é a adaptação.
O ser humano vive numa constante adaptação. Tudo que este quer é integrar-se,é dar-se bem no seu circulo, no seu meio. Como já referi, há adaptações que não pedem esforço mas há momentos em que nos são pedidas estratégias. E são as atitudes que fazem a diferença. Tudo se resume às atitudes que cada um resolve tomar. A sociedade mais parece um tribunal. Todos os nossos passos são passiveis de julgamento. Ou temos cuidado, ou sofremos as consequências. E se queremos ser bem aceites no nosso meio, então devemos fazer as coisas certas. E quais são as coisas certas? Por muito que falem, os passos a dar não estão escritos em manuais. Viver não é uma receita de culinária. O que nos resta? Esteriótipos e padrões culturais! Tomamos como exemplo o comportamento que as massas adoptam. Assim esperam que ajamos.
Quando esses modelos diferem da nossa essência deparamo-nos com um dilema. Qual o caminho certo? Ser diferente porque o somos, ou ser igual porque o são? Para dificultar um pouco temos o problema da adaptação. Que caminho escolher se queremos ser bem aceites? A escolha difere de pessoa para pessoa.
Vou centrar-me na minha preferida: na diferença. Então escolho dizer não! Escolho dizer não quero isto, não vou por aí. O que me acontece? A não ser que encontre bom senso sou apontada. Posso mesmo ser gozada. Onde fica a minha adaptação? No isolamento! E era este o objectivo inicial? Não! então qual é a solução? Ser como as massas? E o que farão os outros em relação a mim? Dependendo da sua escolha, muitos deles farão o que as massas fizerem.
Mas afinal quem começa? Se há comportamentos padronizados, alguém teve de ser o primeiro a tê-los. E esse alguém teve de ser diferente.
Então o que é que leva umas diferenças a serem aceites e integradas no socialmente aceitável e esperado e outras a serem apontadas. Pergunto: quais são os requisitos que a minha diferença tem de cumprir?
Darwin não podia estar mais certo. Neste mundo sobrevivem os mais fortes! O mais forte é quem consegue fazer valer a sua...Uns ficam pelo caminho...Outros conformam-se...E depois há aqueles que muitos querem ser, eu inclusive:Os precursores de novos padrões!

domingo, dezembro 06, 2009

Esta é pra ti Inês- Risco

Está na altura de assumir a plenitude da incerteza. Correr o risco de correr riscos. Nada nos prende, nada nos faz ficar ou não agir. Não há nada a perder. O único perigo é não ganhar...E quando se age, há sempre repercussões.
Porque não esquecer o passado? Porque não esquecer tudo o que aprendemos até agora? Deixemos a responsabilidade para mais tarde. Conquistemos o que o mundo tem para nos dar.
Somos jovens...Nós temos tempo...Nós ainda vamos a tempo...Temos muito para nos arrepender...Poderá ser apenas um cliché, uma frase feita como outras tantas, mas arrependamo-nos de algo que nos fez arriscar, que nos fez cair e magoar, que nos fez crescer e aprender...
Vivemos cravadas de cicatrizes, mas já não somos bebés para ter a pele macia e suave. Somos seres a amadurecer...
Então arrisquemos...Apostemos tudo o que temos. E multipliquemos o que somos...

domingo, novembro 22, 2009

Não é so saber o que se estuda...É perceber o que se estuda

Depois do que tenho visto, do que tenho passado e do que me tenho esforçado posso bem dizê-lo. Acho um ultraje haver tantos licenciados desempregados. Uma pessoa esforça-se, mata-se para conseguir atingir os objectivos quase inalcansáveis...No mínimo deveria ser um investimento certo.

Eu adoro Direito, devoro as aulas de Direito, matei-me a estudar Direito...Para chegar ao teste e espalhar-me ao comprido!!! Mas porquê? Para quê?

E agora cá estou, a esquecer que tudo pode correr mal e que o esforço pode ser em vão, a estudar História Económica por cadernos de textos numa língua que me é completamente desconhecida INGLÊS!!!! Que raios, digam o que disserem inglês não é para mim...E não percebo nada.

Não haverá tradução para Francês ou Espanhol???? Já que não existe em Português????? GRRR

sábado, novembro 21, 2009

A carta que nunca irás receber

Tanto escrevo e para quê? O que me continua a motivar? São palavras vazias, estas que escrevo. Palavras que são tantas vezes repetidas e se desvanecem no nada. É com tanta força que as profiro e são um nada. Talvez seja porque só as profiro num sonho, numa vontade. Gostava tanto de poder voltar a dizer-te tudo o que vai cá dentro. Gostava tanto de voltar a sentir quem sou eu e descobrir mais de mim. Não imaginas o quanto doí ter de esconder o que há de mais certo em mim. Queria olhar-te nos olhos, de novo e poder dizer o quanto te amo, o quanto queria que estivesses ao meu lado, o quanto me apetece largar toda uma vida de fachada e ir contigo.
Parece que foi ontem que te conheci, que soube o que era uma vida alternativa e verdadeira. E já há um ano deixei de te poder dizer o que sinto e quanto és importante na minha existência.
Devo-te a ti tudo o que sou hoje. Devo-te a ti os momentos que me fizeram agarrar-me à vida com unhas e dentes.
Não te quero deixar ir e muito menos ir sem ti. Só queria seguir a vida que escolhi. Aquela que realmente faz sentido, o único caminho que me vejo a percorrer.
Eu mudei muito desde que te conheci. Os meus objectivos cegos passaram a ser ideias preconcebidas. Não me trazem o efeito que queria. De que vale tanta riqueza se nos falta o verdadeiro amor e o risco que este traz?
Por favor, não vás sem mim!

terça-feira, novembro 17, 2009

papas de azeite

E na primeira vez que tentei fazer arroz saiu............................................Papas de azeite!!!!
Como é possivel??? Tenho fome pah

segunda-feira, novembro 16, 2009

Borboletas


Já aqui falei uma vez sobre a melhor maneira de apanhar borboletas. Experimentei e dei conta que de facto era verdade. Estava comprovado. Foi uma das melhores descobertas da minha vida e eu tinha orgulho na sabedoria que tinha adquirido.

Mas qual não é o meu horror quando olho para a minha mão e me dou conta que tenho, de novo, a rede na mão. As borboletas fogem e eu corro atrás delas. Corro, corro, corro. Canso-me e caio fatigada. E o que consegui com este esforço? Nada. Olho para cima e lá estão as borboletas, inalcansáveis. Mas claro, que estou para aqui a fazer? Porque tenho esta rede na mão? Mas afinal, porque corro eu?


Acho que está na hora de contar o que se passa realmente comigo cá no Porto. Mal cheguei, perdi-me! Senti-me desorientada. Um mundo novo me esperava e com ele uma esperança. Mas não demorou muito até que tudo não passasse de uma desilusão. Desilusão não por ser mau. Desilusão porque eu queria que osse bom demais. E desde logo a ilusão desmoronou. Não ia às festas como sonhara, não devorava as aulas como esperara, não me sentia livre como desejara, não estava com quem queria e novos conhecimentos mal os via. Durante algum tempo escondi esta desilusão. Queria ser como os outros. Queria adorar esta nova etapa. Mas sabia que não estava a correr como queria. Chegou a um momento que a solidão pesou, que a tristeza assombrou e tudo aquilo que não devia aparecer agora. Voltei a perguntar-me: mas porquê? Porque não consigo ter a vida que sonhei tal como 0os outros conseguem?


Hoje percebi. Tinha desistido. Tinha desistido de o conseguir a partir do momento em que não me protegi. Não me protegi e deixei-me ir abaixo por uma ilusão, por uma rejeição. Desisti de mim e passei a mendigar atenção de quem já não me podia dar. Queria esmolas e desisti da fortuna. Mas porquê? Porque o fiz? nem eu consigo encontrar resposta. Não é racional. Quando se trata de sentimentos nada é racional (e não me venham com Damásio).
Decidi então tomar uma atitude. Decidi começar de novo e fazer tudo aquilo que tinha planeado. Está na altura de conhecer o mundo. Está na altura de falar com pessoas diferentes, de conhecer realidades distintas. Experimetar o que sempre quis experimetar. Só assim me posso encontrar. Só assim posso atingir o que realmente quero.

Ah! "O segredo não é correr atrás das borboletas...É cuidar do jardim para que elas venham até ti" (adoro esta frase)